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Leia agora o artigo do NY Times sobre os shows do U2 em Nova York


Vicky - Posted on 04 outubro 2009

Confira artigo do "The New York Times" sobre os shows que a banda fez em Nova York...

por Jon Pareles, The New York Times

Apontando o dedo para a plateia do show do U2 no Giants Stadium, em New Jersey, na semana passada, Bono cantava: “Vocês estão lindos!â€- enquanto a multidão o acompanhava. Aquele foi apenas um momento de confirmação mútua em um show cuja missão é muito mais ampla.

O concerto tinha tudo a ver com proporções, justapondo o íntimo e o gigantesco, o pessoal e o universal. A cada momento o U2 fazia subir a aposta metafísica. No início, o foco do show estava na banda em si, na alegria de fazer música juntos por mais de trinta anos. O repertório começou com “Breatheâ€, canção do último álbum do U2 - No Line on the Horizon - que diz: “Encontrei o encanto dentro de um somâ€.

Partindo da ambição musical, o U2 avançou para a construção de uma comunidade do rock, criando um vínculo entre a banda e os fãs que lotavam o estádio. Apresentando-se em Nova Jersey no aniversário de 60 anos de Bruce Springsteen, o U2 fez uma transição da canção “She’s the Oneâ€, de Springsteen (Bono alterou o refrão para “He’s the oneâ€), para “Desireâ€, do U2. Depois disso, o encontro local tomou as dimensões de um mundo maior, direcionado para o ativismo. A faixa “Walk On†foi dedicada a Aung San Suu Kyi, líder de oposição em Mianmar e ganhadora do Prêmio Nobel da Paz que há tempos se encontra em prisão domiciliar. Dezenas de partidários de Aung desfilaram pelo palco carregando fotos da líder.

E, finalmente, tal mundo acabou se tornando parte do universo e se transformando em um domínio espiritual, quando Bono usou a canção “Amazing Grace†para guiar a banda para o sucesso “Where the Streets Have No Nameâ€. O show foi simples e de natureza elevada, nobre e descontraído - chegando a ser até meio tolo ao exercer prerrogativas de astros de rock ao mesmo tempo em que desarmava os integrantes da banda pela informalidade. “Somos muito modestosâ€, disse Bono ao receber uma onda de aplausos. Ele sorriu e completou: “Bem, talvez nem tantoâ€.

Garras espaciais

Aquela foi a primeira parada local da turnê “360ºâ€, que ocorre em um palco montado sob uma estrutura que se abre como garras - lembrando tanto um inseto como uma nave espacial ou uma catedral. Ao vivo é bem menos imponente do que nas fotos: o exoesqueleto é feito de plástico, não de metal. Mas ele cumpre seu propósito: manter a banda visível e ficar fora de seu caminho – funcionando bem melhor do que outros apetrechos usados pela banda no passado.

O U2 atinge as multidões que lotam os estádios muito menos com o espetáculo do que com seu som, moldado para preencher grandes espaços. Os acordes ondulantes da guitarra de The Edge atravessam efeitos de eco, reverberações e distorções – transbordando a batida por todos os lados. Recentemente, em canções como “Get On Your Bootsâ€, ele redescobriu o impacto simples e centrado de um riff. Independentemente disso, o baixo de Adam Clayton e a bateria de Larry Mullen Jr mantêm as canções firmes a sua base.

No palco, a banda não tenta replicar as camadas de suas produções em estúdio. The Edge se mantém firme em uma parte principal de guitarra (e seus tons e efeitos específicos) e deixa fluir, seja no funk wah-wah ruidoso de “Mysterious Ways†ou na produção escancarada de “Sunday Bloody Sundayâ€. Bono gosta de resguardar seu poder pulmonar de tenor irlandês. Quando seus pensamentos grandiosos sobre o amor e a fé podem se tornar grandiloquentes, ele recua. Ele cantou fazendo muito menos força do que costuma fazer em seus álbuns, como se estivesse fazendo uma serenata, e não cantando em um estádio.

Havia, porém, uma programação - e o político Bono tinha seus convidados. Um astronauta a bordo da Estação Espacial Internacional, Frank De Winne, surgiu em vídeo recitando um verso de “Your Blue Roomâ€, do álbum que U2 e Brian Eno fizeram em 1995 como The Passengers. Mais tarde, o ganhador da Nobel da Paz Desmond Tutu apareceu no telão elogiando os movimentos de resistência e o auxílio à Ãfrica antes da introdução da canção “Oneâ€.

Se tudo isso parece sério demais, na verdade não foi: mesmo Tutu tinha um sorriso radiante. O que veio primeiro foi a música, não as mensagens. O U2 continuou misturando algumas canções antigas às suas e Bono foi corajoso o suficiente para aparecer no bis com uma jaqueta que acendia nas costuras – cantando “Ultra Violet (Light My Way)â€, canção de amor que também pode ser devocional. Sob as garras espaciais do U2, apesar de improvável, o som da guitarra e a fama estavam em sintonia com a virtude – e com a diversão também...

Tradução retirada do IGMusica

Adorei o texto diz um pouco de tudo q é o sentimento de estar dentro de um show do U2 como também o que sentimos ao ver por vídeo...espero ve-los aqui em breve...


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